domingo, 27 de março de 2011

Amélia de Oliveira

Leitura triste. A vida esperando o nada. Sonetos e sonetos para expressar a impossibilidade.

sábado, 16 de outubro de 2010

Atestado!

A voz passou.
Mas, o barulho do telefone, este não me deixa nunca.
A paciência também se foi.
E agora só falta decidir.
Aceitar o ruído constante ou perceber, finalmente, que estou vendendo tudo?
Adoecer, além da dor, provoca o pensamento.
(Tenho mais dois atestados para a minha recente coleção).

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Raciocinando!

Aqui, nesta sala sem história, sigo contestando a minha.
Dias e dias sem assunto.
Vivo fingindo que são importantes, sem ao menos me esforçar.
Amanhã é um artigo, hoje uma solicitação tola.
Sem contar ser questionada dos motivos de tanta educação.
Eu sou assim, é a única resposta.
É melhor não dar resposta.
Pelo menos conversei sem sentir nada.
Quer dizer, senti sim.
Uma vontade imensa de ir embora para ouvir meu disco novo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Fechados!

Tive um sonho estúpido e acordei magoada.
Fui fraca na bagunça da minha mente.
Ao pensar na mesmice que eu hoje detesto.

Sonhei com uma conversa.
E eu apenas lia.
Como realmente fiz.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Enfim!

Que seja bem vinda e constante essa leveza.
Sempre gostei das coisas assim.
Sentir-me bem de manhã e não ter medo nenhum de chegar.
Beber, falar o que não devo, torcer, brincar com a realidade alheia.
E pensar que há pouco tempo tive convicção que nada disso era para mim.
Besteira!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Lembrança!

Amélia de Oliveira e Olavo Bilac eram noivos, mas não puderam compartilhar a existência, conforme desejavam. Perderam eles, que por circunstâncias da época não puderam viver o que pretendiam e ganhamos nós pelos belos sonetos deixados. O poema abaixo, da Amélia de Oliveira, deixou-me muito impressionada.

SONETO

Não te peço a ventura desejada,
Nem os sonhos que outrora tu me deste,
Nem a santa alegria que puseste
Nessa doce esperança, já passada.

O futuro de amor que prometeste
Não te peço! Minha alma angustiada
Já te não pede, do impossível, nada,
Já te não lembra aquilo que esqueceste!

Nesta mágoa sorvida, ocultamente,
Nesta saudade atroz que me deixaste,
Neste pranto, que choro ainda por ti,

Nada te peço! Nada! Tão-somente
Peço-te agora a paz que me roubaste,
Peço-te agora a vida que perdi!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Encontrado!

Não são sensações já existentes. Daquelas que o encostar era a certeza da descontinuidade. E isso, pouco me importava. Queria o que viesse e trouxe-me dias curtos perceber que há quem prefira não seguir assim.

Vivo a construção. A mudança pequena em cada novo demonstrar. O leve desconforto diante da demora. Tudo calmo, sutil, com a delicadeza que me fez falta quando finalmente compreendi que estava sem (nunca tive).