Quero falar de ti. Lembra-te daquela tarde em que nos encontramos nas escadas da faculdade? Mal nos conhecíamos, tu me cumprimentaste com timidez, eu te sorri um pouco desajeitada e cada qual continuou o seu caminho. Tu naturalmente me esqueceste no instante seguinte, mas eu continuei pensando em ti e não sei por que fiquei com a certeza de que ainda haverias de ter uma grande, uma imensa importância na minha vida. São pressentimentos misteriosos que ninguém sabe explicar.
(Carta de Olívia para Eugênio no bonito livro "Olhai os Lírios do Campo" de Érico Veríssimo)
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Perder!
Eu disse que dançaria. E dancei! Em todos os sentidos.
A música era alegre, mas os meus passos eram os de uma marcha antiga.
Daquelas cidadezinhas das fotografias do meu trabalho!
A música era alegre, mas os meus passos eram os de uma marcha antiga.
Daquelas cidadezinhas das fotografias do meu trabalho!
domingo, 19 de agosto de 2012
Eu queria ter escrito esse poema:
O QUE SE FOI
O que se foi se foi.
Se algo ainda perdura
é só a amarga marca
na paisagem escura.
Se o que foi regressa,
traz um erro fatal:
falta-lhe simplesmente
ser real.
Portanto, o que se foi,
se volta, é feito morte.
Então por que me faz
o coração bater tão forte?
Ferreira Gullar
O que se foi se foi.
Se algo ainda perdura
é só a amarga marca
na paisagem escura.
Se o que foi regressa,
traz um erro fatal:
falta-lhe simplesmente
ser real.
Portanto, o que se foi,
se volta, é feito morte.
Então por que me faz
o coração bater tão forte?
Ferreira Gullar
Volto?
Volto porque preciso. Sentir é fundamental para poder reviver. Não sei seguir. Não sei manter-me ao lado. Só sei que eu sou muito do que não estou conseguindo ser. Volto porque não acredito mais.
E tentar é uma boa forma de fingir. Volto porque posso mudar quase tudo. E este quase apenas me atrapalha.
Mostro-me sem esperança de ser vista. E não me importa, nem um pouco.
Permaneço aonde eu estava nos últimos momentos. E agora com a aceitação que vem apenas com o tempo.
Volto em um momento delicado. No qual não sinto a distância, porque ela não pode existir. Volto porque tenho medo.
E não tenho conseguido dizê-lo ou demonstrá-lo.
Volto somente para que não deixe de existir.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Poema dado!
Esse texto lembrou-me tanto que eu nem preciso imaginar.
Dialética
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
Vinicius de Moraes
(1913-1980)
Dialética
É claro que a vida é boa
E a alegria, a única indizível emoção
É claro que te acho linda
Em ti bendigo o amor das coisas simples
É claro que te amo
E tenho tudo para ser feliz
Mas acontece que eu sou triste...
Vinicius de Moraes
(1913-1980)
Poema emprestado!
Achei simples e lindo esse poema da Adalgisa Nery:
Eu te amo
Eu te amo
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.
Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.
Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente.
Adalgisa Nery
(1905-1980)
Eu te amo
Eu te amo
Antes e depois de todos os acontecimentos
Na profunda imensidade do vazio
E a cada lágrima dos meus pensamentos.
Eu te amo
Em todos os ventos que cantam,
Em todas as sombras que choram,
Na extensão infinita do tempo
Até a região onde os silêncios moram.
Eu te amo
Em todas as transformações da vida,
Em todos os caminhos do medo,
Na angústia da vontade perdida
E na dor que se veste em segredo.
Eu te amo
Em tudo que estás presente,
No olhar dos astros que te alcançam
Em tudo que ainda estás ausente.
Eu te amo
Desde a criação das águas,
desde a idéia do fogo
E antes do primeiro riso e da primeira mágoa.
Eu te amo perdidamente
Desde a grande nebulosa
Até depois que o universo cair sobre mim
Suavemente.
Adalgisa Nery
(1905-1980)
terça-feira, 10 de julho de 2012
Meio!
Pode ser em alguns anos, desde que o destino não exagere.
Eu dançarei contigo. Ah! Se dançarei.
Vejo-te imune à veracidade que te envio.
Mas o que vivo é apenas o meio.
Eu dançarei contigo. Ah! Se dançarei.
Vejo-te imune à veracidade que te envio.
Mas o que vivo é apenas o meio.
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