terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Página

O que me encantou na sua grosseria?
Não saio dela, mesmo sem gostar de nada disso.
O que me deixa presa, se saudades eu não sinto?
Momento algum me traz boas sensações.
Coisa alguma remete-me a um dia um pouco feliz.
Viagens? Não tiveram.
Boas risadas em família? Quase nulas.
Cervejas com os amigos? Eu morria de vergonha.
Lembrar da altura da sua voz me arrepia de terror.
Lembrar da sua insensibilidade me remete a pesadelos.
Besta é a minha confiança que se deixou destroçar por sua babaquice.
Os espelhos tornaram-se meus malditos.
E não há dinheiro que sustente essa angústia.
Tolices!!!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Lona!

Há tanto espaço assim em mim?
Eu chego e não te cabe.
Ao me ver, você parte.
Não dá nem tempo de rir.
Da sua cara de palhaço.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Subida!

Mais uma vez pude ver o seu avesso. Olhei para o seu rosto e consegui ver a sua nuca. Milhares de vazios te compõem. Sua estupidez é comovente. Suas escolhas são otárias. Suas trocas vexatórias.

Bendita a minha passagem por você, pois mais perto do céu estou!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Desterro

Eu ia triste, com a tristeza discreta dos fatigados,
com a tristeza torpe dos que partiram tendo despedidas,
tão preso aos lugares
de onde o trem já me afastara estradas arrastadas,
que talvez eu não estivesse todo inteiro presente
no horror dessa viagem.

(Guimarães Rosa)

Como essas pessoas conseguem ser tão incríveis e escrever com tanta delicadeza?
Lindo!!!!

terça-feira, 28 de junho de 2011

Retorno!

Após abandoná-lo, retorno ao meu canto.
Tentarei ser mais assídua, pois o tempo tem sido meu aliado e me proporcionado dias de muitas novidades.
As paisagens que vi atenuaram qualquer resquício besta.
Tudo segue!

domingo, 27 de março de 2011

Amélia de Oliveira

Leitura triste. A vida esperando o nada. Sonetos e sonetos para expressar a impossibilidade.

sábado, 16 de outubro de 2010

Atestado!

A voz passou.
Mas, o barulho do telefone, este não me deixa nunca.
A paciência também se foi.
E agora só falta decidir.
Aceitar o ruído constante ou perceber, finalmente, que estou vendendo tudo?
Adoecer, além da dor, provoca o pensamento.
(Tenho mais dois atestados para a minha recente coleção).