quarta-feira, 14 de abril de 2010
Pensando!
Não é o comum, este já não existe. O normal é a presença. Queria ter mostrado tantas coisas neste tempo: meus textos bestas, minha sala nova e meus sorrisos de nervoso. Até o jornal eu teria levado e dito o quanto é engraçado a forma como copiam e repassam as nossas idéias. Acho também que eu teria ligado, logo após me parabenizarem pela primeira vez, desde que me encontro neste anseio constante por mudanças. Teria tecido uma lembrança muito melhor, pois no futuro também não mais existirá o que hoje já não existe. Pode ser que a mentira fosse completa, não apenas em partes específicas. Ou ainda que fiz absolutamente tudo para provar algo que não gostaria que imaginassem ser a minha escolha. No final comporto-me com indelicadeza. Tão sem proximidade com o que eu penso. Ouvi tanto que acreditei na ausência completa, mesmo sabendo a mentira que as certezas escondem.
domingo, 11 de abril de 2010
Dia!
Quando o corpo torna-se ofegante de cansaço.
Não mais se quer semanas de sorrisos.
E sim uma presença silenciosa.
Para que ninguém se sinta sozinho.
Nesses dias de muito medo.
Não mais se quer semanas de sorrisos.
E sim uma presença silenciosa.
Para que ninguém se sinta sozinho.
Nesses dias de muito medo.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Medo!
Pelo que não mais existirá.Entrego esse momento de silêncio. E todos os outros que eu sempre tenho. Nesse mundo preto e branco. Vou esquecer-me no som dessa música. E expressar-lhe a minha decisão. Que trará alegrias somente para mim. Talvez não haja beleza na felicidade egoísta.
Ir embora como quem não tem palavras. Deixar o que se tem por especial. Não sei se vivo no mesmo mundo. Dos meus pensamentos e idéias. Vou sentir o que é verdadeiro. Esconder-me em meus defeitos. Para não mais me enganar. Nessa ausência tão constante
Ir embora como quem não tem palavras. Deixar o que se tem por especial. Não sei se vivo no mesmo mundo. Dos meus pensamentos e idéias. Vou sentir o que é verdadeiro. Esconder-me em meus defeitos. Para não mais me enganar. Nessa ausência tão constante
Compreendo!
Você pode enganar todos.
Cujos olhos estão fechados.
Mas hoje são os seus.
Que no escuro estão.
Não desejo saber nada.
Nem mesmo fazer perguntas.
Só quero que a minha calma.
Seja tão intensa.
Que consiga diminuir o tumulto que há em você.
Depois de tanto silêncio.
Desejo que durma bem.
E não se espante com seus sonhos.
Eles serão esquisitos.
Talvez mostrem a verdade.
Tão bem escondida.
Em seus olhos fechados.
Cujos olhos estão fechados.
Mas hoje são os seus.
Que no escuro estão.
Não desejo saber nada.
Nem mesmo fazer perguntas.
Só quero que a minha calma.
Seja tão intensa.
Que consiga diminuir o tumulto que há em você.
Depois de tanto silêncio.
Desejo que durma bem.
E não se espante com seus sonhos.
Eles serão esquisitos.
Talvez mostrem a verdade.
Tão bem escondida.
Em seus olhos fechados.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Corredor!
Penso agora nas tantas coisas que eu não me imaginava sem. Hoje elas são meu nada ou talvez nem isso. Vem na minha mente as festas de Viçosa, o primeiro e o segundo pé na bunda e os almoços, jantares e botecos, que, em um único dia, reuniam mais pessoas do que eu consegui conquistar nestes três anos morando em Vitória (se juntassem todos). Sinto saudades das aulas do ano passado, de sair da minha sala sem janelas para encontrar novos olhares e viajar no que já não são. Já está chegando abril e ainda não entendi o propósito deste ano. Tão distante do que sou. Hoje eu imploro, insisto, fujo de tudo que acredito e que sempre aconselhei. Pode ainda haver algum sentido, mas sempre fui boa em minhas percepções. Almoços, cinemas, futebol, ovos de páscoa. Tudo me lembra o que não é para mim. Entendi, finalmente, porque eu nunca choro quando vejo filmes.
domingo, 28 de março de 2010
Noite!
Hoje acordei preocupada. Não há emoções que justifiquem tanta reação. Acordei com dor pelo excesso de sensações e senti saudades de Viçosa e dos amigos. Há tempos não pensava nisso. Na segunda vez já irei saber agir melhor, sem madrugadas esquisitas.
terça-feira, 23 de março de 2010
Sábado!
Havia sinceridade na forma fria de me falar. E devo sempre respeitar a falta de afeto. Caminhei sem ninguém e isso é o que eu sou. Sem reclamações, já que às vezes essa é uma importante qualidade. Não choro e nem sofro por pegar um ônibus, sentar em uma mesa, beber uma cerveja e passar a tarde toda por aí, ouvindo um samba, convivendo com quem diz não entender meu jeito. E fico rindo da surpresa dos amigos. Não tenho certeza se trocaria o que senti por um dia diferente. Só se a conversa tivesse tido outro tom, se nela eu percebesse uma cor mais forte. Mas, o que vivi foram outras sensações. Vi-me não confiar e vindo de mim é mais do que grave. Já decretei quinhentos fins e nenhum deles mostrou-se o verdadeiro.
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