domingo, 28 de março de 2010
Noite!
Hoje acordei preocupada. Não há emoções que justifiquem tanta reação. Acordei com dor pelo excesso de sensações e senti saudades de Viçosa e dos amigos. Há tempos não pensava nisso. Na segunda vez já irei saber agir melhor, sem madrugadas esquisitas.
terça-feira, 23 de março de 2010
Sábado!
Havia sinceridade na forma fria de me falar. E devo sempre respeitar a falta de afeto. Caminhei sem ninguém e isso é o que eu sou. Sem reclamações, já que às vezes essa é uma importante qualidade. Não choro e nem sofro por pegar um ônibus, sentar em uma mesa, beber uma cerveja e passar a tarde toda por aí, ouvindo um samba, convivendo com quem diz não entender meu jeito. E fico rindo da surpresa dos amigos. Não tenho certeza se trocaria o que senti por um dia diferente. Só se a conversa tivesse tido outro tom, se nela eu percebesse uma cor mais forte. Mas, o que vivi foram outras sensações. Vi-me não confiar e vindo de mim é mais do que grave. Já decretei quinhentos fins e nenhum deles mostrou-se o verdadeiro.
domingo, 21 de março de 2010
Ciclo!
Menti novamente. Disse que havia terminado. Conversei comigo e expliquei toda a situação. Eu falei para mim que não existem possibilidades, e mesmo assim, pareço não querer me entender. Estremeci com a minha leitura. Pensei que já havia compreendido tudo e me vi sem forças diante dos bons momentos nos quais eu estava longe. Tentei me acalmar para recomeçar esse interminável diálogo. Nunca antes estive tão surda para as minhas próprias conversas.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Descrição!
Não chego perto. Não sou tão eficaz como eles na compreensão da intensidade. O que é demasiado me deixa sem palavras e assim, nada surge da minha vivência. O que eu escrevo é tudo invenção. Pois, o que realmente vivo eu nunca sei explicar. Ontem foi sutil, delicado. Mas, não posso descrever o que significa me sentir tão próxima da decepção. Vontade de dizer que esse ano está sem cor. Tão estranho quanto quando eu deixei absolutamente tudo o que me importava para viver em um novo lugar. Achei que eu tinha conquistado toda a importância novamente. Conquistei nada e ninguém.
sábado, 6 de março de 2010
Final!
Esta não é a solução. Esse isolamento está me deixando meio maluca. Imagina quem vive assim todos os dias. Não consigo nem aceitar. Pensei no que os outros estão fazendo enquanto estou aqui. Desejei uma experiência como nos filmes, um remédio que eu pudesse comprar e que me fizesse esquecer. Então essa é a forma de evitar o meu sofrimento? Está sendo tão eficaz quanto eu escrever para me sentir menos aflita.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Indefinido!
Enquanto eu ainda espero vejo que não aprendi nada. Acho que eu iria sentar, dizer as coisas que invento e tudo continuaria da mesma forma. As situações estão um pouco pesadas. E quando a solução é modificar o passado, não há nem como tentar. Vou partir é sozinha mesmo. Se sempre foi assim por que tanta aflição? Que vontade de terminar isso logo, isso e mais um tanto de outros issos que tanto estão me incomodando. Esse feitiço é uma maluquice mesmo. Para quem reclamava de não vivê-lo eu até que estou indo bem. Se eu acreditasse em alguma coisa esse seria o momento ideal de pedir. Enquanto isso vou me divertindo como ontem, com chuva e comigo.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Vivência!
Hoje reli coisas antigas e sempre fico na dúvida se gosto ou não. Algumas coisas eu percebo que sim e outras nem um pouco. Mudar é fundamental. Nesses dias de cansaço estou nem conseguindo pensar. Se fecho os olhos, não reflito mais aonde eu quero estar daqui uns dias, eu só tenho mesmo é visto jornais micro filmados na minha mente. Pelo menos eles trazem coisas que me acalmam um pouco. Acho bonito ver as pessoas demonstrando a tristeza sentida, sem nenhuma vergonha de parecer fragilidade. Mais lindo ainda eu penso que é ficar à toa, na beira da praia, de preferência bem longe, tomando cerveja e curtindo os amigos. Saudades da vida maciota!!!
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