Amélia de Oliveira e Olavo Bilac eram noivos, mas não puderam compartilhar a existência, conforme desejavam. Perderam eles, que por circunstâncias da época não puderam viver o que pretendiam e ganhamos nós pelos belos sonetos deixados. O poema abaixo, da Amélia de Oliveira, deixou-me muito impressionada.
SONETO
Não te peço a ventura desejada,
Nem os sonhos que outrora tu me deste,
Nem a santa alegria que puseste
Nessa doce esperança, já passada.
O futuro de amor que prometeste
Não te peço! Minha alma angustiada
Já te não pede, do impossível, nada,
Já te não lembra aquilo que esqueceste!
Nesta mágoa sorvida, ocultamente,
Nesta saudade atroz que me deixaste,
Neste pranto, que choro ainda por ti,
Nada te peço! Nada! Tão-somente
Peço-te agora a paz que me roubaste,
Peço-te agora a vida que perdi!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Encontrado!
Não são sensações já existentes. Daquelas que o encostar era a certeza da descontinuidade. E isso, pouco me importava. Queria o que viesse e trouxe-me dias curtos perceber que há quem prefira não seguir assim.
Vivo a construção. A mudança pequena em cada novo demonstrar. O leve desconforto diante da demora. Tudo calmo, sutil, com a delicadeza que me fez falta quando finalmente compreendi que estava sem (nunca tive).
Vivo a construção. A mudança pequena em cada novo demonstrar. O leve desconforto diante da demora. Tudo calmo, sutil, com a delicadeza que me fez falta quando finalmente compreendi que estava sem (nunca tive).
Assinar:
Comentários (Atom)