segunda-feira, 29 de março de 2010
Corredor!
Penso agora nas tantas coisas que eu não me imaginava sem. Hoje elas são meu nada ou talvez nem isso. Vem na minha mente as festas de Viçosa, o primeiro e o segundo pé na bunda e os almoços, jantares e botecos, que, em um único dia, reuniam mais pessoas do que eu consegui conquistar nestes três anos morando em Vitória (se juntassem todos). Sinto saudades das aulas do ano passado, de sair da minha sala sem janelas para encontrar novos olhares e viajar no que já não são. Já está chegando abril e ainda não entendi o propósito deste ano. Tão distante do que sou. Hoje eu imploro, insisto, fujo de tudo que acredito e que sempre aconselhei. Pode ainda haver algum sentido, mas sempre fui boa em minhas percepções. Almoços, cinemas, futebol, ovos de páscoa. Tudo me lembra o que não é para mim. Entendi, finalmente, porque eu nunca choro quando vejo filmes.
domingo, 28 de março de 2010
Noite!
Hoje acordei preocupada. Não há emoções que justifiquem tanta reação. Acordei com dor pelo excesso de sensações e senti saudades de Viçosa e dos amigos. Há tempos não pensava nisso. Na segunda vez já irei saber agir melhor, sem madrugadas esquisitas.
terça-feira, 23 de março de 2010
Sábado!
Havia sinceridade na forma fria de me falar. E devo sempre respeitar a falta de afeto. Caminhei sem ninguém e isso é o que eu sou. Sem reclamações, já que às vezes essa é uma importante qualidade. Não choro e nem sofro por pegar um ônibus, sentar em uma mesa, beber uma cerveja e passar a tarde toda por aí, ouvindo um samba, convivendo com quem diz não entender meu jeito. E fico rindo da surpresa dos amigos. Não tenho certeza se trocaria o que senti por um dia diferente. Só se a conversa tivesse tido outro tom, se nela eu percebesse uma cor mais forte. Mas, o que vivi foram outras sensações. Vi-me não confiar e vindo de mim é mais do que grave. Já decretei quinhentos fins e nenhum deles mostrou-se o verdadeiro.
domingo, 21 de março de 2010
Ciclo!
Menti novamente. Disse que havia terminado. Conversei comigo e expliquei toda a situação. Eu falei para mim que não existem possibilidades, e mesmo assim, pareço não querer me entender. Estremeci com a minha leitura. Pensei que já havia compreendido tudo e me vi sem forças diante dos bons momentos nos quais eu estava longe. Tentei me acalmar para recomeçar esse interminável diálogo. Nunca antes estive tão surda para as minhas próprias conversas.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Descrição!
Não chego perto. Não sou tão eficaz como eles na compreensão da intensidade. O que é demasiado me deixa sem palavras e assim, nada surge da minha vivência. O que eu escrevo é tudo invenção. Pois, o que realmente vivo eu nunca sei explicar. Ontem foi sutil, delicado. Mas, não posso descrever o que significa me sentir tão próxima da decepção. Vontade de dizer que esse ano está sem cor. Tão estranho quanto quando eu deixei absolutamente tudo o que me importava para viver em um novo lugar. Achei que eu tinha conquistado toda a importância novamente. Conquistei nada e ninguém.
sábado, 6 de março de 2010
Final!
Esta não é a solução. Esse isolamento está me deixando meio maluca. Imagina quem vive assim todos os dias. Não consigo nem aceitar. Pensei no que os outros estão fazendo enquanto estou aqui. Desejei uma experiência como nos filmes, um remédio que eu pudesse comprar e que me fizesse esquecer. Então essa é a forma de evitar o meu sofrimento? Está sendo tão eficaz quanto eu escrever para me sentir menos aflita.
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